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Acesso em 03/03/2024 às 12h13.

COP28: CFQ defende atuação dos conselhos na transição energética

COP28: CFQ defende atuação dos conselhos na transição energética

Representantes do Sistema CFQ/CRQS integram a comitiva brasileira que participa da conferência do clima, nos Emirados Árabes Unidos

6 de dezembro de 2023, às 10h39 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

Almada (4º da direita para a esquerda) defendeu a relevância dos conselhos profissionais para a transição energética do país. 

 

Durante painel da Conferência das Nações Unidas para o Clima (COP28), nesta terça-feira (5), o conselheiro federal e diretor do Conselho Federal de Química (CFQ) Rafael Almada defendeu a relevância dos conselhos profissionais para a transição energética do país.  Representantes do Sistema CFQ/CRQs  integram a comitiva brasileira que participa da conferência do clima, nos Emirados Árabes Unidos.

Queremos fortalecer o papel dos conselhos profissionais de pensar soluções, afirmou. Ele disse que os conselhos profissionais devem ir além do trabalho de fiscalização. Falar de transição energética é falar de indústria química, e falar o quanto ela pode avançar e contribuir para o desenvolvimento.”

Uma alternativa para mudança de uma matriz energética baseada na exploração de combustíveis fósseis para um modelo mais limpo é o hidrogênio verde. Almada ressaltou que o processo de obtenção desse insumo tem a participação do Profissional da Química.

A possibilidade da transição é uma oportunidade para o país, ponderou Almada. Para ele, o hidrogênio verde tem potencial de colocar o Brasil em posição de liderança mundial na transição energética. O Químico tem papel estratégico nessa transformação, seja em processos bioquímicos ou físico-químicos, disse. Quem vai extrair esse hidrogênio é o Profissional da Química.”

Almada lembrou, ainda, que o processo de descarbonização, que é a redução da emissão de gases de efeitos estufa, atravessa outros setores, como a educação.

A transição energética precisa pensar em quais profissionais novos estamos formando. Já estão saindo com conceito diferenciado de formação ou ainda estão se formando em processos antigos, que são poluidores? Precisamos repensar a formação e os currículos.”

A diretora-executiva do Instituto E+ Transição Energética, Rosana dos Santos, afirmou que a chamada neoindustrialização verde é uma opção para a criação de vagas de emprego para absorver esses novos profissionais. É um horizonte para quem está se formando.”

Rosana dos Santos disse ainda que a transformação é uma chance de o país elevar o Produto Interno Bruto (PIB). Ela ressaltou que, para isso, o país deve se colocar em posição de vanguarda na produção de tecnologias verdes a partir dos recursos naturais disponíveis. Tem que começar a se industrializar, usar nossos recursos de forma inteligente para produzir bens, serviços e mercadorias descarbonizado.”

Entre os participantes do painel, foi unânime a avaliação de que o Brasil está na dianteira da produção de tecnologias para transição energética. Para Renata Isfer, presidente da Associação Brasileira do Biogás (Abiogás), o Brasil tem soluções nacionais que podem ser exportadas a outros países que sejam produtores de alimentos e pecuária.

Por isso, ela destacou a relevância do biometano. Uma das grandes vantagens é que (o biogás) aproveita os resíduos. Se vai no aterro sanitário, pega o que sobra do agro, e que normalmente era lixo, e transforma em energia renovável.”

O prefeito de Ribeirão Preto (SP), Duarte Nogueira, assinalou que a descarbonização vai reduzir o consumo de energia de origem fóssil para melhorar a qualidade de vida nas cidades.

O desafio do Sul Global, principalmente no setor de transporte, é reduzir nossos modais e investir em alternativas de fontes energéticas mais eficientes. Essas mudanças vão liderar uma melhoria na qualidade de vida para todos com menos poluição e o caminho adotado de transição nesse momento são os veículos elétricos.”

 

Com informações do Conselho Federal de Química

 

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