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Acesso em 23/05/2024 às 06h57.

Seminário discutiu o Profissional da Química do futuro

Seminário discutiu o Profissional da Química do futuro

Objetivo foi discutir os 20 anos as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Química. Representantes do Senai e MEC participaram

6 de junho de 2023, às 15h42 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

Integrantes do Crig reunidos no CFQ para avaliar as diretrizes curriculares dos cursos de química

 

O Conselho Federal de Química (CFQ), por meio do Comitê de Relações Institucionais e Governamentais (CRIG) e do Comitê de Governança de Ensino e Formação (CGEF), promoveu nesta semana o Seminário “O Profissional da Química do Futuro”, que teve como objetivo discutir os 20 anos as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Química. O presidente do CRQ-IV/SP, Hans Viertler, e o Superintendente do órgão, Wagner Contrera Lopes, participaram dos debates.

Na abertura do evento, o presidente do CFQ, José de Ribamar Oliveira Filho, destacou sua trajetória como professor e reputou como muito importante a conexão entre o conselho profissional e o universo do ensino.

“Estamos abertos a discutir e atentos a tudo que possui pertinência com a Química no Brasil. Temos 21 CRQs e estamos presentes nas 27 unidades da federação. Esse tema é muito importante, o ensino da Química, porque o domínio dessa área é até uma questão de soberania nacional”, afirmou Oliveira Filho.

Em seguida, o coordenador do CRIG, Rafael Almada, agradeceu aos participantes pela presença e fez uma breve explanação sobre o funcionamento do Sistema CFQ/CRQs

“É muito bom poder tê-los aqui e dialogar com vocês. É um foco muito grande do CFQ, temos uma relação muito forte com os técnicos da Química, que estão no Sistema desde 1956, além dos profissionais em nível superior”, comentou Almada.

Viertler foi um dos participantes do debate

O coordenador do CGEF, conselheiro federal Wilson Botter, ressaltou que uma das preocupações do CFQ é exatamente incentivar e motivar os estudantes a seguirem as carreiras relacionadas à Química – até para evitar um eventual apagão de profissionais no futuro, o que prejudicaria o país.

“Isso tem nos deixado preocupados, pois temos notado que, ali pelo ensino médio, os estudantes têm perdido a vontade de estudar Química. Na minha opinião, o curso de Engenharia Química é um dos mais difíceis, dos que exigem competências intelectuais mais intensas. E o país precisa desses profissionais”, afirmou Botter.

O seminário contou com a presença de representantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Ministério da Educação. Pelo Senai, o superintendente de Educação Profissional e Superior, Felipe Morgado, fez uma apresentação sobre o funcionamento da entidade e os principais projetos em que está envolvida.

“Nosso propósito é identificar os ‘gaps’, observar onde há carência de profissionais, em que áreas. Nesses gaps é que a gente procura atuar. Identificamos que no afã de reindustrialização que estamos vivendo, a Química é um setor decisivo”, afirmou.

Já o representante do MEC, assessor da Diretoria de Políticas e Regulação, Pierry Teza, afirmou que o Ministério atua em diversas frentes de maneira simultânea, sem descuidar de chagas da Educação brasileira, como as altas taxas de evasão e as deficiências nas Educação Básica que fazem com que apenas 5% dos estudantes das séries mais avançadas tenham aprendizado adequado para matemática.

“O MEC tem a disposição de atender a todos no que for preciso. Sempre procuraremos vocês e percebemos a necessidade de integração, afinal vocês são o órgão envolvido em uma etapa importante, a de encaminhamento aos profissionais”, afirmou Teza.

 

Com informações do Conselho Federal de Química

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