Primeiros socorros e simulados de emergências
Primeiros socorros e simulados de emergências
Live tratou dos procedimentos após acidentes envolvendo produtos químicos3 de agosto de 2026, às 16h16 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos
Uma visão geral do Programa de Gestão de Riscos Ocupacionais (PGR), com ênfase nos aspectos químicos, foi abordada em uma live nesta segunda-feira, no canal do CRQ-SP no YouTube. O instrutor foi José Arnaldo da Cruz, engenheiro químico, com pós-graduações em Engenharia de Segurança do Trabalho e Engenharia Ambiental.
Arnaldo abriu a live fazendo um histórico sobre a legislação da gestão de riscos no Brasil, um processo que começou em 1919 e teve um ponto alto em 1978, com a publicação da Portaria 3.214 que criou as Normas Regulamentadoras – NRs. Ele citou acidentes industriais históricos no mundo e as lições que eles deixaram em relação à importância da prevenção, como os acidentes de 1958 em Minamata, do Japão; o de 1984 em Bhopal, na Índia; o de Chernobyl, na Ucrânia em 1986; o de 2010 no Golfo do México e o de 2015, em Mariana, com o rompimento de uma barragem de rejeitos.
Discorreu sobre a cultura prevencionista, cujo objetivo é desenvolver a percepção de riscos no ambiente de trabalho para gerar ações de segurança, que incluem a realização periódica de simulados e a capacitação contínua em primeiro socorros e emergências. Falou sobre a avaliação e controle de riscos químicos nas empresas. Lembrou que os produtos químicos utilizados nas empresas devem ter a Ficha de Dados de Segurança – FDS – atualizada e um inventário de perigos disponível para consultas.
Arnaldo citou os problemas de saúde causados por acidentes com produtos químicos, como queimaduras, asfixia e desmaios, e listou os tipos de cuidados que devem ser providenciados quando estes acindentes acontecerem. Abordou as ações práticas de primeiros socorros e como agir em caso de vários tipos de acidentes, além dos materiais que precisam estar disponíveis. Ele citou especificamente os kits de primeiros socorros e o que devem conter.

Apresentou uma lista das legislações aplicáveis sobre o tema no país, detalhando as legislações nacionais, estaduais e as normas técnicas da ABNT. A seguir explicou que os simulados de emergência são obrigatórios, e consistem em exercícios práticos que reproduzem cenários reais de emergências, como incêndios, vazamentos químicos. Afirmou que esses simulados permitem identificar falhas antes de incidentes reais. D
Explicou como lidar com cada um dos tipos de vazamentos e outras situações de acidentes, e as ações que devem ser tomadas. Abordou também os erros frequentes que ocorrem entre pessoas, causadas por falhas de treinamento, os erros que ocorrem em equipamentos e em procedimentos, que incluem responsabilidades não bem definidas e falhas na gestão da brigada de acidentes.
Deu exemplos de acidentes causados por misturas perigosas de produtos químicos em casa, como água sanitária misturada a ácido muriático, que gera a liberação de gás cloro, altamente tóxico, e que rapidamente pode causar desmaio. Depois abordou os acidentes químicos mais frequentes em laboratórios, como as queimaduras químicas e a inalação de vapores tóxicos.

O instrutor explicou o que deve ser feito logo após um acidente até a chegada de socorro e o que deve ser evitado em momentos como esse. Listou os telefones de emergência e as informações que são fornecidas pela FDS, GHS e NR-1.
Ao final, respondeu às perguntas dos participantes. A live está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=crghP74zCTs.
