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Disponível em <https://crqsp.org.br/nomenclatura-de-compostos-organicos-e-inorganicos/>.
Acesso em 06/10/2026 às 22h20.

Nomenclatura de compostos orgânicos e inorgânicos

Nomenclatura de compostos orgânicos e inorgânicos

Blue Book e Red Book da IUPAC foram tema de live

5 de outubro de 2026, às 16h27 - Tempo de leitura aproximado: 4 minutos

As principais regras e peculiaridades relacionadas à nomenclatura de compostos orgânicos e inorgânicos segundo as recomendações da IUPAC foram abordadas em uma live nesta segunda-feira, no canal do CRQ-SP no YouTube. A live foi organizada pela Comissão Técnica de Ensino Superior do CRQ-SP.

Na pauta, fórmulas e representações químicas, a nomenclatura sistemática, os compostos de coordenação e organometálicos determinados pela IUPAC nos livros Recommendations and Preferred Names, de 2013, o Blue Book, e Nomenclature of Inorganic Chemistry: IUPAC Recommendations 2005, o Red Book.

Os palestrantes e a mediadora são conselheiros do CRQ-SP: a Professora e Ph.D. em físico-química pela USP Ana Maria da Costa Ferreira e o Bacharel em Química Claudio Di Vitta. A mediação foi feita pela Profa. Dra. Márcia Guekezian.

O primeiro palestrante foi Claudio di Vitta, que falou sobre as recomendações de nomenclatura contidas no Livro Azul da IUPAC, de 2013. Ele discorreu sobre o funcionamento e o histórico da IUPAC, e recomendou a leitura de uma publicação de 2020 para quem quiser ter uma introdução sobre a nomenclatura de química orgânica: Brief Guide to the Nomenclature of Organic Chemistry, publicado pela própria IUPAC. Depois citou outros livros importantes para consulta sobre o tema,

Fez um histórico da nomenclatura de compostos orgânicos a partir de Lavoisier, no século XVIII, até o lançamento do CAS, que usa um algoritmo e gera um número de registro único para cada substância. Depois fez um histórico sobre o lançamento do Livro Azul, e como ele aborda a nomenclatura, inclusive dos compostos.

Explicou o que é o PIN, como ele é gerado e como se refere a determinados compostos. Abordou a nomenclatura preferencial, e deu exemplos práticos de compostos, e como seus nomes foram escolhidos, frisando que não existe uma única regra em relação à nomenclatura.

Di Vitta falou sobre as regras de seleção de nomenclatura quando houver a possibilidade de escolha, frisando que a preferida, quando possível, é aquela que torna o nome mais simples. Deu uma série de exemplos práticos de compostos e como seria sua nomenclatura de acordo com as regras da IUPAC. Falou sobre as regras a respeito dos grupos funcionais, e a hierarquia para definir qual o nome final de um composto.

Explicou que as regras da IUPAC são extremamente complexas, e por isso a própria publicação, em 2013, sugeria que se começasse a utilizar um software para gerar nomes sistemáticos a partir de estruturas moleculares.

Ele citou softwares para criação de nomes de compostos e explicou algumas de suas características. Depois falou sobre a OrgoSolver Tool, outro software de desenho de ligações e átomos e criação de nomes. Também mostrou exemplos de buscas em outros softwares, como o PubChem e Chem Spider, e os resultados dos testes que realizou.

Ao final falou sobre a ideia de, em vez de dar um nome para um composto, criar uma espécie de chave, ou InChi – International Chemical Identifier – um identificador criado com apoio da IUPAC. Falou sobre os problemas que surgem na tradução para a língua portuguesa dos nomes gerados em inglês, e como lidar com questões como o uso do hífen.

A Profa. Ana Maria da Costa Ferreira citou alguns livros importantes sobre nomenclatura básica de química inorgânica, inclusive o livro lançado por ela e colegas sobre o tema: Nomenclatura Básica de Química Inorgânica, em 2014.

Ela frisou que a nomenclatura é um assunto complexo, que se torna ainda mais árduo com o surgimento de novas estruturas cada vez mais complexas. Citou as  regras para utilização de sinais gráficos e os algarismos arábicos que indicam a proporção de átomos e moléculas nas fórmulas de substâncias ou compostos. Falou também sobre o uso de algarismos romanos, prefixos e sufixos.

Mostrou como denominar os elementos de acordo com os símbolos constantes na tabela periódica, como indicar os isótopos e como indicar fórmulas moleculares e fórmulas estruturais. Recomendou que se use na fórmula informações adicionais, como o estado de oxidação do elemento, a isomeria e a presença isotópica.

Falou sobre a nomenclatura de ácidos, bases e sais e como nomes consagrados foram mantidos pela nomenclatura IUPAC. Mesmo assim há alguns nomes novos, denominados nomes aditivos para algumas substâncias, informou.

Abordou as regras específicas para compostos de coordenação, e como fazer sua representação. Mostrou as ligações de isômeros e suas estruturas e as regras da IUPAC sobre o íon coordenado.

Também falou sobre os compostos organometálicos e sobre a nova classe de compostos, os MOF’s, ou polímeros de coordenação, que sao muito complexos, o que complicou ainda mais a nomenclatura dos compostos.

Ao final, lembrou que a nomenclatura tem regras simples, mas para estruturas muito complexas pode ficar difícil ou mesmo impossível nomeá-las.

Os dois palestrantes responderam às perguntas dos participantes no final. A live pode ser conferida em https://www.youtube.com/watch?v=FOE-JKed1hA.

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