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Disponível em <https://crqsp.org.br/nanoparticulas-de-niobio/>.
Acesso em 21/07/2026 às 06h47.

Nanopartículas de nióbio

Nanopartículas de nióbio

Aplicações, desempenho e oportunidades industriais

20 de julho de 2026, às 16h18 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos

Uma live nesta segunda-feira no canal do CRQ-SP no YouTube abordou a importância das nanopartículas de pentóxido de nióbio como plataformas para materiais avançados. A live foi organizada pela Comissão Técnica de Elastômeros e Polímeros.

A apresentação foi feita por Thiago Malagrinò, doutor em ciência e engenharia de materiais, e a mediadora foi Karina Daruich, química industrial e integrante da Comissão Técnica de Elastômeros e Polímeros do Conselho.

Thiago abriu a live mostrando alguns materiais que recentemente apareciam como grandes promessas, citando especificamente a argila Montmorillonita, o grafeno e o NTC. Ele discorreu sobre esses materiais e como acabaram sendo menos utilizados do que o esperado. No caso específico do grafeno, citou as expectativas de uso e o grande problema surgido que inviabilizou o produto: seu custo.

Mostrou como um óxido em escala nanométrica passa a atuar como plataforma de engenharia, e como usar nanopartículas dentro de uma matriz polimérica. Explicou a interação e o desempenho desses materiais, suas aplicações e suas vantagens, entre elas a redução de custos, a resistência a impactos e o diferencial tecnológico que representam. Explicou o que muda na matéria prima quando é trabalhada em nanoescala, dando exemplos de nanopartículas em fibra metálica, em borracha e em fibra metálica.

Thiago informou que 95% das reservas mundiais de nióbio estão no Brasil. Explicou como a matéria prima de nióbio é transformada em nanopartículas, quais características mudam quando se tornam nanopartículas e quais as vantagens sobre outros materiais.

Falou sobre as propriedades do pentóxido de nióbio – Nb2O5 – como o polimorfismo e a multifuncionalidade, e os desafios que se apresentam na área da pesquisa para se utilizar as nanopartículas desse material em aplicações industriais. Informou que as pesquisas nessa área foram iniciadas há seis anos, e ainda há muitas questões a serem resolvidas, como definir suas aplicações em sistemas reais, a obtenção de um valor competitivo para a indústria de materiais elaborados com base nele e sua reprodutibilidade, entre outras.

Abordou a aplicação industrial do pentóxido de nióbio em tintas e vernizes, citando vantagens como a maior resistência à corrosão, e também para tratamento de superfícies metálicas. Mostrou a aplicação do nanonióbio na solda em aço, e suas vantagens sobre a solda padrão.

No final, Thiago afirmou que o desafio atual para uso do nanonióbio está na pesquisa, na engenharia de escala, na padronização e na criação de mercado. Antes de encerrar a live ele respondeu às perguntas dos participantes.

A live pode ser acessada em https://www.youtube.com/watch?v=DXinOGf5DKE.

 

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