Ensino inclusivo de química
Ensino inclusivo de química
Live abordou práticas pedagógicas inclusivas na sala de aula e laboratório19 de outubro de 2026, às 15h22 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos
Uma live nesta segunda-feira, no canal do CRQ-SP no YouTube, tratou de práticas pedagógicas no ensino de química em sala de aula e em laboratório. A palestrante foi a professora de Educação Especial Gleice Lira Cinque, e a mediação foi feita pela Professora Edna Gomes Lopes da Cunha, especialista no Ensino de Química pela UFABC. A live foi organizada pela Comissão de Ensino Técnico do CRQ-SP.
Gleice abriu a live abordando o conceito de aluno perfeito, e os comportamentos que todas as escolas buscam, tais como o aluno que se destaca nas aulas práticas e teóricas, entre outras características. Ela classificou esse conceito como uma situação idealizada, lembrando que muitos alunos não vão se enquadrar nesse modelo, questionando como a escola deve se adaptar a esses alunos.

Mostrou a legislação a respeito da inclusão de alunos com deficiência, como a Lei de Diretrizes e Bases, de 1996, lembrando que a inclusão nos cursos técnicos do país é recente, e foi assegurada por uma legislação de 2016.
Listou o que as escolas devem oferecer a esses alunos e abordou a nova política nacional, regulamentada em maio de 2026, contida no decreto 12.686, que reafirma o direito à educação de alunos especiais em todos os níveis, etapas e modalidades.

Gleice explicou detalhes da nova política nacional de inclusão e como ela é aplicada em sala de aula em relação aos professores, recursos de acessibilidade e outros aspectos.
Ela trouxe dois estudos de casos reais envolvendo estudantes de química com diferentes tipos de deficiências e relatou como seus problemas foram tratados pelas instituições de ensino e as adaptações feitas em equipamentos e procedimentos para que eles pudessem participar das aulas.
Mostrou dados de 2021 sobre trabalhadores com deficiência no setor químico do Brasil, e estatísticas sobre o que esses trabalhadores pensam sobre o fato de estarem trabalhando, e os problemas que enfrentam no mercado de trabalho.

Gleice mostrou algumas adaptações para os espaços de laboratórios de química para estudantes com deficiência, ressaltando que cada escola deve avaliar o que fazer em cada caso para buscar as melhores soluções.
Citou materiais didáticos inclusivos já testados em química, como a tabela periódica tátil, em Braille, e videoaulas com tradução em libras. Depois falou sobre o ensino colaborativo.
No final da aula, Gleice respondeu às perguntas dos participantes. A live pode ser conferida em https://www.youtube.com/watch?v=MS-TXD9NdD4.
