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Acesso em 24/05/2024 às 14h20.

CRQ-IV/SP faz live sobre superbactérias e superfungos

CRQ-IV/SP faz live sobre superbactérias e superfungos

Em pauta, as recomendações da ANVISA para prevenção deste grave problema

24 de agosto de 2023, às 9h36 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos

 

A Comissão Técnica de Serviços de Saúde do CRQ-SP promoveu na terça-feira, 22 de agosto, a live A Crise das Superbactérias e Superfungos – Um dos Principais Problemas de Saúde Pública Mundial no canal do CRQ-IV/SP no YouTube. O especialista convidado foi Clay Bergamo, Químico Industrial pela Escola Superior de Química, com 30 anos de experiência na área de higienização hospitalar, controle de pragas e campanhas de saúde pública em âmbito nacional e internacional.

A mediadora foi Leda Longhi, Técnica em Química, Enfermeira, Pós-graduada em Administração Hospitalar e Especialista em Esterilização por Óxido de Etileno. O planejamento da live teve o apoio de Danielle da Costa Silva, Doutora em Ciência e Tecnologia/Química.

 

Importância da prevenção

 

 

Clay Bergamo abriu a palestra explicando que o mais importante para combater o problema das superbactérias e superfungos é a prevenção. Disse que alguns surtos estão ocorrendo no Brasil e são noticiados pela imprensa. Segundo ele, as superbactérias desenvolveram a resistência antimicrobiana e põem em risco a eficácia de um número cada vez maior de medicamentos, como os antibióticos.

Ele falou sobre o uso da colistina para controle de bactérias super-resistentes, como as pseudomonas, e informou que a vancomicina é um dos antibióticos utilizados para tratar superbactérias. Disse que não existem drogas novas desde o final dos anos 1980 e explicou como são os estudos para descobrir como as superbactérias conseguem inativar os antibióticos. Explicou os mecanismos de ação dos antibióticos e como funcionam os inibidores da síntese da parede celular.

 

Cultura do fungo Candida Auris em laboratório: superfungo representa risco. Foto: Shawn Lockhart, Public domain, via Wikimedia Commons

 

Explicou as estruturas das bactérias classes A, B, C, D e suas respectivas estruturas, e as formas como se tornam resistentes a antibióticos. Disse que as superbactérias são resultado do uso indiscriminado dos antibióticos desde a década de 1940. Na sequência ele falou sobre os fungos que ameaçam a saúde pública segundo a Organização Mundial da Saúde, como o Candida Auris, e como se dá a colonização por fungos.

Na sequência Leda Longhi mostrou as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para reduzir a disseminação de superbactérias e superfungos, entre elas a capacitação de todos os profissionais dos serviços de saúde e monitoramento à adesão às práticas de controle de infecção.

Ao final o palestrante respondeu às perguntas dos participantes.

A live está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=qXBffy1r6xA .

 

 

 

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