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Disponível em <https://crqsp.org.br/qualidade-da-agua-em-piscinas-e-spas/>.
Acesso em 24/10/2026 às 09h38.

Qualidade da água em piscinas e spas

Qualidade da água em piscinas e spas

O que muda no tratamento e no controle da qualidade da água com a revisão da NBR 10818

23 de outubro de 2026, às 16h08 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

Uma live nesta sexta-feira no canal do CRQ-SP no YouTube abordou o que muda no tratamento da qualidade da água de piscinas com a revisão da NBR 10818. O palestrante foi o engenheiro químico Carlos Antonio Mumme, com experiência em projetos e sistemas de filtração e aquecimento de água de piscinas e spas.

Carlos abriu a live explicando que a revisão da norma foi necessária porque a norma antiga não previa uma série de parâmetros importantes em piscinas de uso público já considerados no exterior. Essa norma tem função orientativa, e ainda não tem força de lei.

A revisão traz pontos sobre a classificação de piscinas e spas quanto ao risco microbiológico, ao balanceamento químico da água e qualidade do ar em piscinas fechadas. Também lista os princípios ativos químicos desinfetantes e a qualidade da água de suprimento ou reposição.

Ele detalhou como é calculado o grau de risco microbiológico de uma piscina em função de fatores como a área do tanque, a taxa de ocupação de banhistas, o tempo de tratamento e outros fatores.

Uma fórmula matemática foi criada especialmente para calcular os graus de risco de acordo com uma série de variáveis. Carlos informou como interpretar as informações obtidas e como proceder em caso de piscinas de alto risco e baixo risco.

“Uma das consequências da nova norma é que as piscinas de uso público tenham controle automatizado, com tratamento constante, para controle mais efetivo dos parâmetros da água, o que garante a saúde dos usuários”, afirmou.

Mostrou quais microrganismos são perigosos, como staphilococus aureus e candisa albicans, e o que fazer diante de resultados de testes microbiológicos para uma piscina diagnosticada como de alto risco.

Explicou o que é ORP, que em português significa “potencial de oxi redução”, que consiste em um parâmetro físico-químico medido em milivolt que indica a capacidade da água de uma piscina ou spa de evitar o desenvolvimento microbiológico.

Abordou o requisito geral para os produtos químicos destinados à desinfecção de água de piscinas e spas que consta da nova norma, e o que mudou na norma revisada, inspirada em normas internacionais e na Organização Mundial da Saúde.

Listou os tipos de desinfetantes utilizados e suas diferenças, como os produtos à base de Biguanida, um composto orgânico, e à base de Guanidina, que devem ser aprovados pela ANVISA para serem empregados no tratamento da água.

Uma tabela resume os parâmetros desejados para piscinas coletivas e piscinas unifamiliares. Na norma ela é conhecida como Tabela 3.

Existem novos sistemas de tratamento complementares para tratamento da água de piscinas, como os de luz ultravioleta UVC e os geradores de cloro in situ, que são uma novidade no mercado e surgem como grandes aliados das piscinas automatizadas. Outros sistemas complementares são os geradores de ozônio O3 e ionizadores com cobre e prata.

Outra novidade da norma é a tabela sobre incompatibilidades entre os sistemas de tratamento, que traz tipos de produtos e equipamentos, como o veto ao uso de produtos ácidos e básicos ao mesmo tempo. Essa tabela também traz a frequência dos testes e a manutenção de registros, como os parâmetros para desinfetante, pH e alcalinidade.

Ele discorreu também sobre a qualidade do ar em piscinas cobertas e spas, que de acordo com a norma, devem ter equipamentos de ventilação dedicados, e sobre a reposição de água em piscinas e spas.

Ao final, o palestrante respondeu às perguntas dos participantes. A live está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=HBn_hdx3tnY.

 

Photo credit: VV Nincic on Visualhunt.com

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