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Acesso em 28/09/2026 às 22h41.

Dia Mundial do Petróleo

Dia Mundial do Petróleo

O papel dos químicos na inovação tecnológica e a busca por sustentabilidade foram tema de live

28 de setembro de 2026, às 17h16 - Tempo de leitura aproximado: 4 minutos

O Dia Mundial do Petróleo, que transcorre em 29 de setembro, foi comemorado com uma live com cinco especialistas nesta segunda feira no canal do CRQ-SP no YouTube. Na pauta, uma pergunta importante: o petróleo vai acabar ou se reinventar? Os palestrantes abordaram esta e outras questões cruciais da atualidade, como a exploração, impactos ambientais e novos projetos da área.

A live foi apresentada pelos químicos Claudio Modenesi, Renato Paula de Andrade, Glaucia Silvério Mauricio e Marcos Israel Ortolan e pelo engenheiro químico Fábio Rubens Soares.

O primeiro palestrante foi Claudio Modenesi, que discorreu sobre a formação do petróleo. Ele disse que o petróleo foi formado há milhões de anos durante as eras geológicas, e deu detalhes sobre a composição do petróleo e do gás natural.

Explicou as etapas da prospecção para confirmar a existência de petróleo em determinado local, a perfuração de poços de exploração e os testes que são realizados. Depois abordou custos da prospecção e como a Petrobras atua nesse trabalho de exploração, inclusive offshore.

Modenesi falou sobre o trabalho que a Petrobras desenvolve atualmente na Margem Equatorial, na Foz do Amazonas, com investimento de 3 bilhões de dólares.

O segundo palestrante foi Renato Andrade, que abordou a exploração não-convencional de hidrocarbonetos. Ele explicou o que é a extração convencional, que utiliza a pressão interna dos poços para extrair o petróleo, e geralmente promove uma perfuração vertical.

Depois explicou o que é extração não-convencional, que utiliza perfuração multidirecional, fraturamento hidráulico e fluidos de perfuração formado por água, areia e aditivos. Abordou a questão das reservas não convencionais de hidrocarbonetos e como são exploradas no mundo.

Renato Andrade falou sobre o desenvolvimento da cadeia tecnológica para a produção, processamento e transporte da extração não convencional no Brasil, e listou o que o país precisa para obter o desenvolvimento tecnológico na área de gás. Também tratou da questão dos impactos ambientais na atividade de prospecção de petróleo. Ao final de sua apresentação ele respondeu às perguntas dos participantes.

Na sequência, o engenheiro químico Fábio Rubens Soares falou sobre a redução dos impactos ambientais, da pegada de carbono e sobre química verde. Ele começou a palestra citando a importância do petróleo, e afirmou que ele é a principal fonte de energia que temos atualmente já que as fontes renováveis de energia não conseguem substituir o petróleo. Ele disse acreditar que o petróleo está se reinventando, as pesquisas estão sendo realizadas, e se ele realmente acabar um dia, isso acontecerá em um futuro distante.

Disse que qualquer fonte de energia causa poluição, algumas menos, outras mais, e ppor isso é necessário avaliar os impactos gerados em sua cadeia produtiva.

Listou os impactos ambientais da produção do petróleo e quais as alternativas viáveis para reduzir esses impactos por meio de tecnologias que visem à preservação da biodiversidade e mantenham boas as condições ambientais. Dentro das perspectivas de redução do impacto ambiental há uma grande preocupação com a redução da pegada de carbono no processo produtivo do petróleo em todas as etapas, afirmou.

Fabio Soares falou das opções que as novas tecnologias apresentam de fontes renováveis de energia, das tecnologias sustentáveis e da importância de se considerar a cadeia produtiva como um todo. Ele mostrou os benefícios da sustentabilidade na indústria do petróleo, que inclui a melhoria da eficiência energética e a economia de recursos, entre outros aspectos.

Glaucia Silvério Gomes falou sobre o papel do químico na garantia da qualidade dos combustíveis. Inicialmente ela abordou a qualidade dos combustíveis que usamos em nossos veículos para chamar a atenção sobre a cadeia da qualidade e a atuação dos químicos em etapas como exploração e produção de combustíveis, transporte e armazenamento, no refino e na produção de combustíveis, entre outras etapas.

A seguir listou as etapas importantes no laboratório de controle de qualidade. Deu detalhes sobre os ensaios em gasolina, como octanagem, destilação e teor de etanol, e ensaios em óleo diesel. Mostrou dois estudos de casos envolvendo gasolina e óleo diesel fora de especificação.

Falou sobre os desafios atuais para o trabalho dos químicos na área do petróleo, citando a inteligência artificial e até que ponto a IA pode ser integrada às ações diárias. Falou sobre o HVO, o diesel verde, e suas características,

O último palestrante foi o químico Marcos Ortolan, que falou sobre o futuro do profissional da química do petróleo.

Ele discorreu sobre a importância da sustentabilidade, afirmando que é preciso pensar no ambiental, e levar em conta os aspectos econômicos. Citou a segurança energética e a necessidade de se garantir condições econômicas para que se garanta a oferta de energia.

Marcos Ortolan mostrou como a energia era gerada em séculos anteriores e quais os avanços que o petróleo proporcionou em áreas como transporte e aquecimento em residências.

Mostrou uma rota petroquímica clássica em comparação com a rota renovável para produção de metanol, amônia e fertilizantes, e a produção de polímeros e lubrificantes. Chamou a atenção para os limites das energias renováveis e a opção de se ter o petróleo como um coringa.

Ao final os palestrantes responderam às perguntas dos participantes. A live está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=n9GFhJkNfj0.

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