Introdução aos aditivos para PVC
Introdução aos aditivos para PVC
Live tratou dos aditivos mais utilizados para PVC com foco na estabilização térmica22 de setembro de 2026, às 8h34 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos
O PVC (policloreto de vinila) possui inúmeras aplicações industriais, e por este motivo sua formulação pode envolver diferentes aditivos. Uma live segunda-feira, no canal do CRQ-SP no YouTube, abordou os aditivos mais utilizados para que o policloreto de vinila adquira o comportamento desejado por profissionais de P&D, controle de qualidade e em diferentes aplicações industriais.
A live foi apresentada pelo bacharel em química Antonio Cesar Christofoletti e teve mediação do engenheiro químico Claudio Roberto Passatore.
Antonio Cesar abriu a apresentação explicando que o PVC é extremamente sensível ao calor, e por isso precisa de aditivos para estabilização. Mostrou dados da produção de PVC e de resina virgem no Brasil, informando que 731 mil toneladas de PVC foram processadas no país em 2024.

A seguir falou sobre o mecanismo de estabilização do PVC, sendo o processo Frye Horst um dos mais aceitos. Explicou como funciona o estabilizant4e térmico, que resolve o problema da degradação do material e detalhou seu processo de ação.
O teste de estabilidade térmica do PVC é muito importante, e aplicado em laboratórios de controle de qualidade. O palestrante explicou como este teste é realizado, como seus resultados são interpretados e como escolher o melhor aditivo.

A seguir, ele trouxe uma lista de termos específicos da área de PVC, chamando a atenção para os termos que considera mais importantes do glossário, como PCR e Dry Blend, explicando seus significados.
Antonio Cesar falou sobre a formulação do PVC, que consiste em uma mistura de resina de PVC com estabilizantes e aditivos. Explicou que não basta misturar os ingredientes, é preciso que a mistura seja feita em alta velocidade e alta temperatura. É um processo industrial que exige grande eficiência e equipamentos apropriados, explicou. Segundo ele, o composto de PVC pode conter até 20 aditivos.

A evolução dos estabilizantes térmicos para PVC começou em 1930, na Alemanha. Nos Estados Unidos, começou-se a usar chumbo e estanho como aditivos, enquanto na Europa, a partir do ano 2000, iniciou-se a transição para retirar o chumbo da composição dos aditivos do PVC. O Brasil seguiu a orientação da Europa, e começou a substituir os aditivos de chumbo por cálcio e zinco a partir de 2002. Dez anos depois os estabilizantes à base de chumbo já tinham sido substituídos no país. Mais recentemente descobriu-se a molécula de uma substância orgânica que pode substituir o zinco com eficiência nos estabilizantes.

Os principais tipos, características e aplicações dos plastificantes para PVC foram abordados a seguir. Os plastificantes deixam o PVC flexível. O palestrante explicou como os plastificantes atuam e como são usados na produção de fios, mangueiras e produtos hospitalares, entre outras aplicações.
A seguir abordou os lubrificantes e suas ações externas e internas, e as cargas minerais. Explicou que o carbonato de cálcio é a carga mineral mais utilizada por seu baixo custo e outras características, e traz rigidez e dureza adequada ao PVC rígido.
Falou da formulação do Dry-Blend, um composto em pó, mostrando como ele é processado e como é testado, e sobre processo de extrusão dos tubos de PVC e suas etapas. Mostrou um vídeo disponível no YouTube sobre o processo de produção de tubos de PVC.
No final da live Antonio Cesar respondeu às perguntas dos participantes com ajuda do mediador. A live está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=SRyFeROkjv8.
