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Disponível em <https://crqsp.org.br/quimica-contra-a-fraude/>.
Acesso em 19/09/2026 às 10h20.

Química contra a fraude

Química contra a fraude

Desvendando alimentos e bebidas adulteradas

18 de setembro de 2026, às 15h52 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

A Técnica Química, Farmacêutica e Especialista em Ciência e Tecnologia de Alimentos Renata Cerqueira foi a palestrante da live “Química contra a fraude: Desvendando alimentos e bebidas adulteradas” apresentada nesta sexta-feira no canal do CRQ-SP no YouTube.

Na pauta, questões como os mecanismos utilizados nas fraudes de produtos, as categorias de bebidas e alimentos mais vulneráveis, os sinais que podem indicar irregularidades e o papel dos químicos nesta área, entre outras questões.

Ao abrir a live Renata explicou que a fraude em alimentos começa com a intenção de obter vantagem econômica, mas pode terminar como um risco à saúde. Ela citou como exemplo a fraude com metanol em bebidas alcoólicas, um caso recente no país que causou até mesmo mortes, e abordou o papel dos químicos para prevenir esses problemas.

Fez um histórico de fraudes, mostrando que elas já eram praticadas 2 mil anos antes de Cristo em vinhos e azeites consumidos por egípcios e gregos. No século XIX, com a Revolução Industrial, houve aumento de fraudes, especialmente em produtos como leite e café. A primeira legislação moderna sobre fraudes e qualidade de alimentos surgiu em 1909, nos Estados Unidos.

Com a globalização, as fraudes se intensificaram, e hoje são causa de perdas milionárias, especialmente em setores de pescados e frutos do mar, mel e laticínios. Ela informou que 77% das empresas já sofreram prejuízos com as fraudes, e citou as perdas causadas no Brasil. Essas práticas geram perdas milionárias inclusive no valor das marcas, especialmente em produtos como azeite, mel, café e laticínios. Salientou que o trabalho dos profissionais da química é essencial para combater esse problema, que também é uma questão de saúde pública.

Renata deu exemplos de fraudes, como a diluição do produto com água; a substituição de um componente, como a adição de óleo de soja no azeite; e a ocultação de problemas no produto, como em carnes e pescados deteriorados. Afirmou que a fraude importa porque é uma questão de saúde pública, gera concorrência desleal com o produto verdadeiro e causa danos à reputação da empresa produtora.

Deu exemplos de fraudes e de como são feitas em produtos como azeite, leite, mel, pescados, carnes. Explicou como as adulterações são detectadas, afirmando que não é fácil detectar as fraudes.

Listou alguns sinais de alerta para produtos fraudados que devem ser levados em consideração pelo consumidor, como preço de determinado produto muito abaixo do concorrente, e afirmou que fraude é caso de polícia. Ela citou os volumes de produtos fraudados que foram apreendidos no Brasil recentemente.

A seguir ela mostrou como a química consegue apontar as fraudes em alimentos e bebidas e o que o químico pode fazer se a adulteração for comprovada por testes iniciais. Listou as ferramentas mais usadas, e como investigar, explicando como a biologia molecular pode ser um dos instrumentos utilizados. Também abordou a quimiometria, e como ela pode ajudar a transformar sinais químicos em evidências.

Depois abordou o que fazer se a fraude for confirmada, as medidas de mitigação e como agir em caso de suspeita de fraude em um lote de produto.

Em seguida citou cinco mensagens importantes para resumir o que abordou durante a live: a fraude é intencional, a prevenção combina ciência, cadeia, pessoas e governança e, por último, o químico é o profissional capaz de transformar a suspeita em evidências que poderão ser comprovadas.

No final ela respondeu às perguntas dos participantes. A live pode ser conferida em https://www.youtube.com/watch?v=F39yv6JH0r8.

 

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