Adesivos industriais
Adesivos industriais
Live tratou das aplicações dos adesivos e da química dos polímeros16 de julho de 2026, às 15h45 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos
O desenvolvimento de novas tecnologias adesivas e as aplicações dos adesivos industriais foram assuntos tratados na live Adesivos Industriais: da Química dos Polímeros às Diversas Aplicações, promovida quarta-feira no canal do CRQ-SP no YouTube.
Os instrutores foram o engenheiro e professor de pós-graduação especializado em polímeros, Jorge Nascimento de Sales, e o engenheiro químico Carlos Fernando Colameo Motta, que possui mais de 40 anos de experiência no mercado de adesivos industriais. A live foi organizada pela Comissão Técnica de Tintas e Adesivos do CRQ-SP.
Ao abrir a live, Jorge Sales explicou o que são adesivos, e Carlos acrescentou que os adesivos estão em milhares de produtos de uso cotidiano, de calçados a automóveis, alimentos, bebidas e produtos domésticos. Ele detalhou como eles atuam nas superfícies para promover sua adesão.

A tríade da colagem consiste no equilíbrio entre três elementos: o material adesivo que promove a ligação entre os substratos; a adesão, que consiste na força de interação entre o adesivo e a superfície do substrato; e a coesão, que é a força interna do adesivo e fornece resistência à ruptura.
Depois de fazer um histórico mostrando a evolução dos adesivos, que já eram usados no Egito Antigo, os palestrantes mostraram dados sobre o consumo global desses produtos por setores específicos. Os principais consumidores são a construção civil, o setor de papel e embalagens, madeira e móveis e o setor automotivo. No Brasil, dados da ABIQUIM mostram que a construção civil também é o setor que mais consome adesivos.
Jorge explicou os conceitos de molhabilidade e espalhamento, explicou as condições essenciais para haver uma boa adesão e depois abordou os quatro mecanismos de adesão, que consistem em adsorção, adesão eletrostática, adesão mecânica e difusão.

Jorge abordou a importância da limpeza do substrato, que não pode ter óleos, poeira e contaminantes, que causam falhas na adesão. Destacou também a importância da estabilidade durante a aplicação do adesivo, explicando que o substrato deve apresentar boa molhabilidade. Jorge e Carlos falaram a seguir sobre os polímeros e os tratamentos de superfície, como tratamento de chama e o tratamento Corona.
Os instrutores explicaram como agem os promotores de adesão, como os silanos, e detalharam a classificação geral dos adesivos. Abordaram ainda as tecnologias de adesivos base água, as características e usos de adesivos epóxi, dos poliuretanos (PU), das colas rápidas cianoacrilatos, dos materiais anaeróbicos e dos adesivos Hot Melt.

Carlos citou os ensaios e testes de adesivos e as normas da Anvisa para o setor, salientando a importância do atendimento a regulamentações, inclusive sobre questões a respeito de toxicidade. Ao final, Jorge chamou a atenção para os quesitos fundamentais para se ter um bom processo de colagem, e Carlos abordou especialmente a limpeza do material a ser colado, a determinação de seu uso, quais normas o produto vai atender e por quanto tempo o adesivo será usado. Ao final, os dois palestrantes responderam às perguntas dos participantes.
A live está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=DXYyyh7isKQ.
