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Disponível em <https://crqsp.org.br/incompatibilidade-quimica/>.
Acesso em 07/07/2026 às 18h09.

Incompatibilidade química

Incompatibilidade química

Como seguir a legislação e evitar acidentes com produtos químicos

6 de julho de 2026, às 16h24 - Tempo de leitura aproximado: 4 minutos

Uma live no canal do CRQ-SP no YouTube nesta segunda-feira abordou a incompatibilidade de produtos químicos, e os riscos envolvidos em seu manuseio, armazenamento e transporte inadequados. A live foi organizada pela Comissão Técnica de Segurança Química, e os palestrantes foram os químicos Wagner de Assis Quintino e Sandra Mara Quintanilha.

Wagner abriu a live falando sobre os conceitos de risco, perigo e matriz de risco, e de incompatibilidade química. As consequências típicas de incompatibilidade química podem ser explosão, incêndio, liberação de gases tóxicos e calor excessivo. Sandra lembrou que quando se pensa em incompatibilidade química, até mesmo apenas um litro de substância pode causar uma reação indesejada.

As normas de referência foram apresentadas, como a TRGS 510, de armazenagem de substâncias perigosas; a ABNT 17.160, de 2024, e a ABNT 14.619, de 2025, além das normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego, como a NR-01, sobre gerenciamento de riscos ocupacionais, e a NR-20, que classifica as instalações que operam com produtos inflamáveis e combustíveis, entre outras. Sandra lembrou que as normas garantem a segurança química dentro de cada organização.

Wagner abordou as classes ONU e os pictogramas GNS. Mostrou também as classes de armazenamento, de acordo com a norma NBR 17.160, que agrupa produtos químicos em classes de armazenamento conforme o perigo predominante. Os produtos são descritos como explosivos, gases, líquidos inflamáveis e outros tipos. Falou ainda sobre as quantidades-limite por classe de armazenamento estabelecidas pela NBR 17.160.

Wagner mostrou casos que podem ocorrer no dia a dia das empresas, como as misturas de etanol e ácido nítrico, hipoclorito de sódio e amônia aquosa, gasolina e detergente alcalino, explicando os riscos desses produtos quando transportados ou armazenados juntos. Depois apresentou um fluxograma de segregação, que trouxe um roteiro simplificado para recebimento ou movimentação de produtos químicos, ressaltando a importância de solicitar a FDS – Ficha de Dados de Segurança – sempre que a empresa receber os produtos químicos.

Abordou os princípios e proibições no transporte em relação à incompatibilidade química, exemplificando o que é proibido, como a proximidade de cianetos com ácidos, oxidantes com inflamáveis e pirofóricos com corrosivos líquidos. Sandra chamou a atenção para a mistura de resíduos em tambores, com produtos de difícil identificação e por isso, de difícil remediação em caso de reações indesejadas.

Wagner Quintino apresentou uma listagem de substâncias incompatíveis com outras e os riscos principais, listando uma série de substâncias que não podem ser misturadas e os riscos dessas misturas. Sandra Quintanilha lembrou que essas incompatibilidades também podem ocorrer com misturas de produtos químicos, por isso é importante conhecer todos produtos químicos que são manipulados, armazenados e descartados. Ela destacou que a FDS, Ficha de Dados de Segurança, é a base para identificar incompatibilidades. Situações de emergência, EPIs básicos, os kits de contenção e as primeiras ações a serem adotadas em caso de incompatibilidade de produtos químicos devem sempre estar muito claros, disse Sandra, por isso a importância de se fazer simulados em cada empresa, com cenários de possíveis acidentes, para treinamento de situações.

Os palestrantes abordaram qual a infraestrutura para se operar em segurança e  apresentaram casos reais de acidentes provocados por incompatibilidade de produtos químicos, explicando quais substâncias causaram os problemas e como foram combatidos.

Mais de 400 pessoas assistiram a live ao vivo. Ao final, os dois responderam às perguntas dos participantes. A live está disponível em

Wagner Quintino apresentou uma listagem de substâncias incompatíveis com outras e os riscos principais, listando uma série de substâncias que não podem ser misturadas e os riscos dessas misturas. Sandra Quintanilha lembrou que essas incompatibilidades também podem ocorrer com misturas de produtos químicos, por isso é importante conhecer todos produtos químicos que são manipulados, armazenados e descartados. Ela destacou que a FDS, Ficha de Dados de Segurança, é a base para identificar incompatibilidades. Situações de emergência, EPIs básicos, os kits de contenção e as primeiras ações a serem adotadas em caso de incompatibilidade de produtos químicos devem sempre estar muito claros, disse Sandra, por isso a importância de se fazer simulados em cada empresa, com cenários de possíveis acidentes, para treinamento de situações.

Os palestrantes abordaram qual a infraestrutura para se operar em segurança e  apresentaram casos reais de acidentes provocados por incompatibilidade de produtos químicos, explicando quais substâncias causaram os problemas e como foram combatidos.

Mais de 400 pessoas assistiram a live ao vivo. Ao final, os dois responderam às perguntas dos participantes. A live está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=0JfvK-NTAnQ.

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