Limpeza CIP
Limpeza CIP
Como otimizar o processo de limpeza em indústrias de alimentos e bebidas2 de julho de 2026, às 16h33 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos
Uma live nesta quinta-feira no canal do CRQ-SP no YouTube abordou o processo de limpeza CIP, ou Cleaning In Place. O CIP consiste em um processo completo de limpeza e desinfecção por circulação em circuitos fechados de água e soluções. A palestrante foi Karina von Staa, química com experiência em higienização de indústrias de alimentos e bebidas.
A palestrante abriu a live explicando as diferenças entre os conceitos de higienização, limpeza, desinfecção e esterilização. Explicou que a limpeza CIP busca a total eficiência de higienização, economia de água, redução de custos químicos e energia elétrica, maior produtividade da planta e menor geração de efluentes.

Mostrou em quais tipos de indústrias a limpeza CIP é essencial, como cervejarias, vinícolas, laticínio, óleos, rações e nutrição animal, açúcar e álcool, entre muitas outras áreas. O SIP, Sterilization or Sanitization in Place, é uma etapa alternativa de desinfecção ou uma etapa adicional de esterilização, realizada imediatamente após o CIP, utilizada para eliminação de matriz extracelular de biofilmes, que pode ser realizada com vapor. O vapor saturado tem boa ação em biofilmes porque desnatura instantaneamente proteínas protetoras celulares profundas, explicou. Existe ainda o SIP Química, uma alternativa ao vapor, destinada a equipamentos termossensíveis, que utiliza ácido peracético e dióxido de cloro.
Na sequência, ela abordou os produtos químicos utilizados para sistemas CIP. Na etapa alcalina são eliminadas gorduras, carboidratos, amidos e outras sujidades orgânicas com uso de produtos como soda cáustica, metassilicato de sódio e potassa cáustica. Na etapa ácida de desincrustração são usados ácidos nítrico, fosfórico e outros, de acordo com as superfícies a serem trabalhadas. E na etapa de desinfecção são empregados produtos como ácido peracético, hipoclorito de sódio e dióxido de cloro. Já os desinfestantes são à base de iodóforos, à base de hipoclorito de sódio estabilizado e produtos especialmente formulados para limpeza e desinfecção simultânea à base de álcalis diversos, entre outros. Há uma nova tecnologia patenteada contra biofilmes, que faz uso combinado de oxidente e modificador de permeabilidade celular.

Karina abordou detalhes do Ciclo de Sinner, para higienização eficiente por meio de ação química, ação mecânica, e a importância de equacionar corretamente o tempo e a temperatura para realização da limpeza.
Listou fatores críticos para o sucesso do processo CIP, detalhando as estruturas e procedimentos mais adequados de vários tipos de equipamentos. Citou os tipos de composições químicas para uma limpeza eficiente, processo normalmente realizado em três etapas, e os parâmetros químicos e operacionais do processo CIP, com exemplos práticos sobre temperatura e produtos utilizados.
Explicou como monitorar a eficiência da higienização, começando por uma inspeção visual e física, e como fazer o monitoramento com uso de luminômetro por bioluminescência e indicadores instantâneos de biofilmes.
Ao final a palestrante respondeu às perguntas dos participantes. A live pode ser acessada em https://www.youtube.com/watch?v=z97076SIDPc.
