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Disponível em <https://crqsp.org.br/inventario-nacional-de-substancias-quimicas/>.
Acesso em 16/06/2026 às 19h07.

Inventário Nacional de Substâncias Químicas

Inventário Nacional de Substâncias Químicas

Como serão as novas obrigações geradas pela Lei 15.022 de 2024

15 de junho de 2026, às 15h59 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

O CRQ-SP promoveu nesta segunda-feira em seu canal do YouTube a terceira live sobre a Ficha com Dados de Segurança (FDS). Na pauta, a conexão entre o Sistema Globalmente Harmonizado (GHS) e as novas obrigações incluídas no Inventário Nacional de Substâncias Químicas previstas pela Lei 15.022, de 2024.

A live contou com a participação de Thaianne Resende Henriques Fábio, Diretora do Departamento de Qualidade Ambiental da Secretaria Nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental, e com o engenheiro ambiental Marcus Emmanuel Mamana da Matta, da Comissão Técnica de Segurança Química do Conselho.

Thaianne abriu a live falando sobre a importância da indústria química para o desenvolvimento do país, citando a existência de 984 indústrias cadastradas no Guia da Indústria Química Brasileira. Diante desse cenário foi identificada a necessidade de um marco regulatório para estabelecer a gestão adequada das substâncias químicas no país, afirmou. Ela fez um histórico do processo de construção da Lei 15.022 a partir de 2014 até a publicação da lei, em 2024. Depois citou outros marcos temporais importantes, como o ano de 2027 sendo o prazo para o poder público disponibilizar o sistema de cadastro, e 2030 para as empresas começarem a prestar as informações exigidas pela nova legislação.

A seguir, deu uma visão geral da Lei, explicou como funciona o Cadastro Nacional de Substâncias Químicas  e como vai operar a figura do representante exclusivo do fabricante estrangeiro, uma figura estabelecida pela nova lei.

Thaianne explicou quais substâncias deverão ser cadastradas e quais as exclusões previstas em lei, como as substâncias que já foram cadastradas isoladamente, tais como unidades monoméricas quando fizerem parte de polímeros, e aditivos adicionados para preservar a estabilidade dos polímeros e misturas. Também explicou quais as informações esperadas no cadastro.

Listou os próximos passos da tramitação da lei, cuja expectativa é ser publicada ainda este ano, faltando ainda algumas regulamentações e sua apresentação formal para a Casa Civil da Presidência da República.

Thaianne contou como está sendo construído o Inventário Nacional de Substâncias Químicas em parceria técnica com a Abiquim. Citou como sendo muito importante que todos participem do curso que está sendo preparado pelo grupo de Trabalho Educação em Segurança Química, coordenado pela Fundacentro.

A seguir, Marcus da Matta abordou a implementação do inventário Nacional de Substâncias Químicas e questões envolvendo o GHS, Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos, em relação à classificação e comunicação de perigo, e como isso aparecerá na Ficha com Dados de Segurança – FDS.

Ele explicou a diferença entre perigo e risco. Perigo é uma fonte potencial de risco adverso, e o risco é o perigo versus exposição, ou a probabilidade de ocorrência de efeito adverso, citando os perigos físicos, perigos à saúde e perigos ao meio ambiente previstos no GHS.

Ele falou sobre osconceitos de toxicologia para classificação de perigo à saúde e o conceito de toxicidade. Discorreu sobre ecotoxicologia e os símbolos utilizados para sinalizar os riscos.

Mostrou os elementos de comunicação de perigo na FDS e como fazer essa comunicação. A seguir falou o que é avaliação dos riscos e como se faz o processo de identificação dos perigos. Falou sobre a avaliação da exposição, com perguntas como: quem está exposto, qual a frequência e a duração da exposição, para se chegar à caracterização do risco. Marcus abordou as medidas de gerenciamento de risco, citando como exemplo de um caso de risco envolvendo a substância tolueno e as medidas que poderiam ser tomadas.

Abordou o que os profissionais e as empresa podem começar a fazer a partir de agora para se preparar para o inventário de substâncias químicas, que deve entrar em vigor dentro de três anos. Em primeiro lugar, citou o inventário interno de substâncias, que já pode começar a ser feito, e uma revisão e atualização de todas as classificações GHS, entre outras medidas.

Ao final, Thaianne e Marcus responderam às perguntas dos participantes. A live está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=xW8QeYVmqjs.

 

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