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Disponível em <https://crqsp.org.br/gerenciamento-de-riscos-ocupacionais/>.
Acesso em 12/05/2026 às 11h55.

Gerenciamento de riscos ocupacionais

Gerenciamento de riscos ocupacionais

Live abordou fatores de risco psicossociais e normas de Segurança e Saúde do Trabalho da NR-1

11 de maio de 2026, às 17h03 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

A gestão dos fatores de risco psicossociais tornou-se um elemento essencial para atendimento às exigências da NR-1, a nova norma que estabelece as diretrizes do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) para todas as empresas brasileiras com funcionários CLT. Os principais conceitos e orientações práticas para identificar, avaliar e gerenciar os riscos nas organizações foram analisados em uma live nesta segunda-feira no canal do CRQ-SP no YouTube.

As palestrantes foram a Engenheira de Produção Química Pamela Cuani e a psicóloga e gestora de pessoas Juliana Silva de Oliveira. A mediação foi feita pela química industrial Sandra Mara Quintanilha.

Pamela abriu a live explicando que fatores de riscos psicossociais e de relações interpessoais podem causar danos à saúde física, mental ou social do trabalhador. Deu o exemplo de fatores causadores desses riscos, e explicou o que é HSE IT, uma das ferramentas disponíveis para avaliar os riscos psicossociais na prática. Entre os fatores avaliados por essa ferramenta estão as demandas, as exigências do trabalho, o apoio dos colegas e da chefia, a comunicação eficaz e mesmo mudanças internas na empresa que podem afetar os trabalhadores. Ela explicou como é feita a avaliação por meio da HSE IT.

Mostrou exemplos práticos de fatores de risco para o trabalhador, como o baixo controle sobre a rotina de trabalho e a falta de autonomia, citando um operador de máquinas que não pode ajustar o ritmo da esteira, o que gera desconforto, e não pode pausar o trabalho para ir ao banheiro. Deu outro exemplo de má gestão, citando uma empresa em processo de fusão com outra, que não explica aos funcionários suas novas atribuições.

Pamela explicou como incluir no Programa de Gestão de Riscos (PGR) cada fator de risco e dados como sua severidade, explicando como é feito o Plano de Ação, com medidas preventivas para a engenharia organizacional. O Plano pode incluir ações como redistribuição de tarefas, o treinamento de lideranças e um programa de saúde mental. O PGR também inclui o monitoramento dos resultados.

Pamela descreveu o funcionamento do fluxo de gestão do PGR, que inclui ferramentas de clima organizacional ou medidas de controle. Inicialmente é feito um levantamento para identificar os riscos organizacionais, depois há uma avaliação para classificar o nível de risco, e na sequência são avaliadas as medidas de controle, com implementação de ações que equilibram a eficiência operacional e o suporte à saúde mental e segurança psicológica.

A seguir, a psicóloga e técnica em segurança do trabalho Juliana Oliveira falou sobre o papel do psicólogo no PGR. Explicou que o psicólogo vai transformar em dados, identificar fatores emocionais e compreender relações interpessoais dentro da empresa, como metas e cobranças.

Ressaltou que o psicólogo não fará atendimento individual, mas trabalhará dentro de um contexto organizacional. Também chamou atenção para o papel do psicólogo no plano de ação, já que vai criar um ambiente com qualidade de vida para os colaboradores, e contribuir, em última análise, para o sucesso organizacional.

Abordou os tipos de intervenções que o psicólogo poderá fazer, que incluem trabalho junto aos funcionários para reduzir o assédio, por exemplo, e junto aos grupos de liderança, que incluem rotinas de trabalho mais saudáveis. O psicólogo também poderá indicar o atendimento individual do trabalhador que tenha algum problema de saúde mental, afirmou.

Na sequência, Pamela falou da importância do canal de denúncia e da CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio – para colocar em prática as medidas de controle do PGR, explicando que eles atuam como mecanismos de defesa e monitoramento direto do clima organizacional. Disse que ambos ajudam a identificar os riscos e podem atuar junto com o departamento de Recursos Humanos para mitigar os problemas. Depois ela abordou os erros mais comuns na implantação do PGR e como evitá-los.

No final da live as duas palestrantes responderam às perguntas dos participantes. A live está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=eDwMyJfRkjE.

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