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Acesso em 25/04/2026 às 13h02.

Boas práticas de pesagem, pipetagem e controle de vidrarias

Boas práticas de pesagem, pipetagem e controle de vidrarias

Live reuniu dicas práticas e a base técnica para gerar resultados confiáveis em laboratórios

24 de abril de 2026, às 15h44 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos

Os cuidados essenciais no manuseio de balanças, pipetas e vidrarias e os fundamentos da calibração foram abordados em uma live promovida nesta sexta-feira pela Comissão Técnica de Divulgação do CRQ-SP no canal do CRQ no YouTube.

O palestrante foi o químico Renato Ferreira Rainho, com mais de 20 anos de experiência no mercado de calibração e manutenção de equipamentos analíticos, e a mediação foi feita pela química e especialista em gestão de projetos de inovação e sustentabilidade Ingrid Ferreira Costa.

Renato Rainho abriu a live explicando porque as boas práticas são importantes, para evitar resultados errados, não conformidades e para garantir a reputação do laboratório. Depois falou sobre a pesagem em balanças analíticas, e a importância de evitar riscos do ambiente, como correntes de ar. Explicou porque é importante manter a temperatura estável e até mesmo garantir o nivelamento correto da balança para um bom funcionamento. Chamou a atenção para a calibração válida da balança e de se fazer uma checagem antes de cada medição.

Além da calibração estar válida, ele explicou que se deve fazer uma checagem entre uma calibragem e outra, para verificar itens como a limpeza do prato, e também testar os pesos padrão, adotando um índice de erro máximo permitido.

Renato falou sobre a técnica correta de pesagem e listou os erros mais comuns cometidos durante a pesagem, como mudar a balança de lugar. Mostrou o exemplo de um caso real, que gerou diferença de 4% no preparo de uma solução padrão, analisando o que foi feito errado e suas consequências.

Falou a seguir sobre a pipetagem de precisão, e de como escolher a pipeta mais adequada para determinada leitura no laboratório. Mostrou um vídeo de uma pipetagem adequada, e explicou porque é necessário pré-molhar a ponteira; citou também o exemplo de quando não fazer a pré molhagem.

Falou sobre a checagem intermediária da pipeta, e sobre a definição de um erro máximo para que não haja impacto sobre o resultado final.

A seguir abordou o controle de vidrarias. As vidrarias classe A possuem alta precisão, e são ideais para uso em calibrações, ensaios acreditados e preparação de soluções padrão. As vidrarias classe B são usadas no preparo de reagentes comuns, lavagens e ensaios qualitativos. Renato abordou várias características das duas classes de vidrarias e suas diferenças.

Falou a seguir sobre a questão da limpeza, e como é o fluxo padrão de limpeza, começando pelo enxágue imediato, uso de detergente neutro até a secagem correta. Explicou por que não se deve colocar vidraria volumétrica em estufa, e como fazer a secagem correta desse material. Depois falou sobre a necessidade de inspeção antes do uso da vidraria e quando descartar algum material. Ao final falou sobre a rastreabilidade desses materiais.

Ao final da apresentação Renato respondeu às perguntas dos participantes. A live está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=F2iu_QFw-Y4.

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